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Os Tubarões

Descrição

Os Tubarões
Ao Vivo no Teatro Tivoli BBVA – 6 de abril de 2018
 
Os Tubarões são, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores emblemas musicais de Cabo Verde, autênticas lendas que espalharam por uma hoje muito celebrada discografia algumas das mais importantes peças do cancioneiro de um país que continua a inspirar o mundo. O grupo que continua a celebrar a memória do malogrado Ildo Lobo, o vocalista do seu período clássico, regressa a Lisboa em 2018 para um concerto no Teatro Tivoli BBVA, na Avenida da Liberdade.
 
Em 2015, do outro lado da avenida, no Cinema São Jorge, Os Tubarões assinaram aquele que foi o seu regresso ao nosso país, quase 20 anos depois da sua última apresentação. A ocasião – o festival Rotas e Rituais da Câmara Municipal de Lisboa que celebrava quatro décadas de independência das ex-colónias portuguesas – foi solene e o grupo percebeu aí que tinha, afinal de contas, um lugar reservado no presente. Desde então voltaram a Portugal para se apresentarem  no festival Beja na Rua, em Julho deste ano, e no palco principal do festival Sol da Caparica, em Agosto último, dois concertos de enorme sucesso. Reencontram-se agora com a cidade que sempre os aplaudiu num espectáculo que acontece quase cinco décadas depois dos primeiros passos do grupo que revolucionou a música de Cabo Verde. E em palco, além do espírito de Ildo Lobo, estará a formação original que gravou clássicos como “Alto Cutelo” ou “Distino di Criola”.
 
A exploração da identidade musical profunda de Cabo Verde e de alguns dos seus ritmos mais tradicionais, do funaná às mornas e coladeras, não impediu os músicos que criaram e foram marcando cada momento dos Tubarões de se manterem abertos à inspiração da libertária música moderna que chegava via rádio da Europa e das Américas, destinos da diáspora que também fazia parte da história do povo de Cabo Verde. esse equilíbrio deu-lhes uma insuperada originalidade.
 
A estreia em disco aconteceu já depois da independência, em 1976, com o hoje clássico Pepé Lopi, álbum a que se seguiram uma série de incontornáveis tesouros da discografia cabo-verdiana como Tchon Di Morgado, Djonsinho Cabral e Tabanka, o álbum que lhes abriu as portas da Festa do Avante, em 1980, onde alcançaram grande sucesso. Gravariam depois para a Valentim de Carvalho, em Portugal, o não menos importante Bóte Broce e Linha, em finais dos anos 80. O grupo viajou depois por todo o mundo, gravou um álbum ao vivo no Coliseu dos Recreios só interrompendo a carreira em 1994, dez anos antes do desaparecimento de Ildo Lobo.
 
Mas num momento em que se redescobre a memória musical de África, em que editoras internacionais investigam o enorme legado da música de Cabo Verde que inspira cada vez mais músicos das novas gerações, Os Tubarões não podiam deixar de se reencontrar com o presente. Depois da importante apresentação em Lisboa em 2015 rumaram aos Estados Unidos e têm marcado presença nos mais relevantes eventos musicais de Cabo Verde. Lisboa voltará a aplaudi-los e a dançá-los em Abril próximo numa noite que se prevê mágica.
 
 

Promotor

Ao Sul Do Mundo, Crl