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Liniker E Os Caramelows

Descrição

Liniker e os Caramelows
 
A música brasileira é rica porque abriga criaturas extraordinárias de talento, de sangue na guelra, de atrevimento e coragem, de absoluta capacidade de invenção, qualidades que se manifestam numa nobre linhagem que passa pelos gigantes que todos conhecemos – Chico e Caetano, Milton e Gil, Ben e Tim, Tom Zé, Arnaldo Antunes... – e que desemboca num presente entusiasmante onde, entre outros nomes importantes, se descobre Liniker e os Caramelows.
 
No Brasil parece que tudo é música, até o nome das cidades: Araraquara, município do interior de São Paulo, é o berço de Liniker que aí mesmo resolveu recrutar uma série de amigos -  Rafael Barone (baixo), Péricles Zuanon (bateria), William Zaharanszki (guitarra), Márcio Bortoloti (trompete) e a cantora Renata Éssis – para criar uma aventura que baptizou como Liniker e os Caramelows. Caramelows: tipos calmos, gente relaxada... caras que são mellow, tal como a música que produzem., devedora da soul, da blackmusic, como se diz no Brasil, mas comprometida com o presente.
 
Pegando nesse enorme lago – oceano, na verdade... – da canção brasileira, Liniker transformou a sua queerness numa inspiração e logo na abertura da sua carreira o seu “Zero” causou profundo impacto. A sua figura, meio Carmen Miranda, meio Ney Matogrosso, tem sido apontada como fonte de inspiração para novas gerações libertas da ditadura de género no Brasil. Assegurou ela ao El país: “Sou negro, pobre e gay e tenho potência também”.
 
A carreira de Liniker e os Caramelows é muito recente: estrearam-se com um EP, Cru, em 2015 e lançaram Remonta, o álbum de estreia, em Setembro de 2016. O disco foi financiado por uma campanha de crowdfunding muito bem sucedida e as recompensas chegaram rapidamente com o generalizado aplauso do público e da crítica, com a instituição Prémio Multishow da Música Brasileira a reconhecer “Zero” como “Melhor Hit Revelação”.
 
Com flores na cabeça e pétalas no coração, Liniker tem trilhado um singular caminho de afirmação, agarrando nas suas referências – ela mesmo aponta Caetano e Gal Costa, Cartola e Etta James, Gilberto Gil ou Tulipa Ruiz como paixões assumidas – para reinventar a canção brasileira à luz de uma desarmante experiência pessoal.
 
Ao El País, contou: “Sempre quis usar as roupas da minha mãe, mas não fazia isso, sobretudo em Araraquara, uma cidade pequena, porque ia ser hostilizado. Ia para um brechó, queria um vestido, um brinco, mas não comprava… Comigo mesmo eu estava bem, o problema era a cidade. Meu processo desatou depois de sair de casa e me sentir mais liberto. Pensei: “Agora que estou construindo minha liberdade, se eu não puder ser quem eu sou e vestir o que quero, não vai adiantar de nada”. Comecei a usar batom e saia e a sair na rua com essas roupas. Aí fui para Araraquara pela primeira vez pensando “vou mostrar para eles quem sou”.
 
E é isso: a música de Liniker serve para construir liberdade, para ser quem quer ser, para soar como ousa soar, sem medos, barreiras ou preconceitos. Música assim, destemida, conquista sempre o mundo. E esse é o destino de Liniker. Mulher de soul, de alma, de coração e de nervo.
 
 

Promotor

Ao Sul Do Mundo, Crl